segunda-feira, 18 de julho de 2011

21º Jogo: Brasil (0)0 x 0(2) Paraguai


Nenhum gol em 120 minutos. Nenhum pênalti convertido em 4 cobranças. O Brasil dá adeus a Copa América, e o Paraguai que conseguiu marcar 2 pênaltis, passou para a semi-final.

Futebol é uma caixinha de surpresas. Na melhor apresentação do time brasileiro na competição, acabou eliminado. Culpados, desculpas, discursos de bola para frente, nada parece consolar o torcedor brasileiro, que mesmo descrente, acreditou numa campanha melhor. Não tem jeito, ou Brasil ganha, ou é julgado em praça pública, e neste caso, a coisa está feia para a Seleção Canarinho.

O jogo foi diferente do 1º embate entre Brasil x Paraguai na fase de grupos. 

O Brasil criou, jogou com mais coletividade, teve chances de gols, mas parou no péssimo gramado e no goleiro. Da marcação paraguaia até escapou, mas ficou nas suas limitações: finalizações de fora da área, referência na área, descidas dos laterais, armação de jogadas, enfim, faltou o futebol-arte brazuca e acima de tudo, se não vai na arte, tem que ir na raça, e não foi. Faltou raça, garra e gana de querer vencer. Teve 4 chances reais de gols e não fez, primeiro tempo 0x0.

No segundo tempo o Brasil veio para matar, mas parava nas faltas paraguais (o Brasil não tem batedor de faltas!) e no goleiro Villar. O tempo passava, a Seleção dominava, tinha posse de bola, mas não furava a retranca paraguaia, que parecia jogar para empurrar as partidas para os pênaltis, e aos poucos, a levava. As chances de gols criadas foram melhor que as do primeiro tempo, mas tal qual no jogo Argentina x Uruguai, um goleiro parecia estar com o "corpo fechado". E assim o jogo seguiu para a prorrogação, com 1 a menos para cada time.

A prorrogação foi arrastada, o Brasil querendo e não fazendo e o Paraguai, sem muito esforço, na catimba, manteve o controle da situação. 0x0, pênaltis.

Aí sim o destino castigou do Brasil. 3 pênaltis para fora e 1 mal batido, nenhum gol. O Paraguai errou 1, fez dois e fechou o caixão brasileiro dramaticamente e com requintes de crueldade. Lamentável.

Ao Brasil a casa caiu e agora é a hora da reconstrução. Ao Paraguai, matou um gigante e segue ainda mais vivo na Copa América. Segue o jogo!



BRASIL 0 (0) X 0 (2) PARAGUAI
Julio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva  e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Lucas); Robinho, Neymar (Fred) e Alexandre Pato (Elano).Justo Villar; Dário Verón, Paulo da Silva, Antolín Alcaraz e Aureliano Torres (Elvis Marecos); Enrique Vera (Edgar Barreto), Cristian Riveros, Victor Caceres e Marcelo Estigarribia; Haedo Valdez e Lucas Barrios (Hernan Perez).
Técnico: Mano MenezesTécnico: Gerardo Martino
Cartões amarelos: André Santos, Maicon (BRA); Enrique Vera, Edgar Barreto, Elvis Marecos, Marcelo Estigarribia (PAR). Cartões vermelhos:Lucas Leiva (BRA) e Antolin Alcaraz (PAR)
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG). Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Efraín Castro (BOL)
Estádio: Ciudad La Plata, em La Plata (Argentina

20º Jogo: Argentina (4)1 x 1(5) Uruguai


Depois do carimbo Maracanazzo, os uruguaios criaram o Elefantazzo. No mesmo dia para Brasil e Argentina não reclamarem. Ressurge a Celeste, desfalece a Argentina.

Melhor jogo da Copa América até agora. Grande clássico, superação, raça, gana e muita luta em campo. Drama em campo, tensão nas arquibancadas.

Antes do jogo, os argentinos eram favoritos por jogar em casa, por ter acordado Messi no último jogo, pela obrigação de ganhar, contra um Uruguai nas costas de Fórlan, jogando sem conseguir emplacar gols, porém muito aguerrido, raçudo e jogando por uma nação.

O jogo começou e por incrível que pareça, gol da celeste aos 5 minutos. Golpe que acordou a Argentina, que começou a jogar e parecia que trucidaria o Uruguai, que começou a recuar guardado, ou seja, com um ferrolho muito brigador. No entanto, nas disparadas de Messi, movimentação argentina, o empate chegou aos 17 minutos e parecia que ordem estava reestabelecida, o segundo gol era questão de tempo. O Uruguai jogava para cavar falta no campo adversário qualquer distância que fosse, para alçar a bola na área. Assim acabou o primeiro tempo para respiro do Uruguai (que teve expulso Peres, ao 38 minutos) e sedento pelo gol a Argentina.

No segundo tempo, a sede da Argentina parecia que tinha secado e o retranca charrúa adiantou-se. A Argentina com mais posse de bola, porém sem criatividade, passiva, parecendo que estava ganhando, não conseguia penetrar na área uruguaia e pouco finalizava. Messi jogando muito recuado, suas disparadas acabavam na intermediária e não dentro da área, e sua enfiadas eram bloqueadas na entrada da área, fora isso a zaga albiceleste era um "Deus nos acuda", muito nervosa, só corria atrás de Suarez e Fórlan. O tempo passava e o Uruguai assustava mais nos contragolpes, que a Argentina no domínio do campo adversário.

O drama que tomava conta no estádio estava estampado na cara dos jogadores argentinos. A cada jogada uma careta de decepção. Já o Uruguai aparentava seriedade e concentração e assim arrastou o jogo heroicamente à prorrogação. Nesse momento, os uruguaios estavam com sentimento de dever cumprido, os argentinos completamente nervosos.

A prorrogação começou e no primeiro tempo houve uma chance para cada lado, Celeste no começo, Albiceleste no final No segundo tempo, a Argentina teve maior volume e chegou a finalizar, mas Muslera (os argentinos não esqueceram tão cedo) fechou o gol e levou a partida para as penalidades.

Analisando o jogo como um todo, de tantas oportunidades perdidas, defesas de Muslera, entrega uruguaia e desânimo argentino, estava na cara que a marmita iria azedar aos hermanos. Não deu outra, Messi e Fórlan fizeram os primeiros gols, Tevez (o jogador do povo, a garra argentina) ficou nas mão de Muslera. 100% de acertos uruguaios, carimbou o passaporte a semi-final com o Peru.

A Argentina, frustação, decepção, luto! Ao Uruguai, passa a ser mais temido e respeitado! Segue o jogo!


ARGENTINA 1 (4) X (5) 1 URUGUAI
Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Nicolás Burdisso, Gabriel Milito, Javier Zanetti, Fernando Gago (Lucas Biglia), Javier Mascherano, Ángel di María (Javier Pastore), Lionel Messi, Sergio Agüero (Carlos Tevez) e Gonzalo HiguaínFernando Muslera, Maxi Pereira, Diego Lugano, Mauricio Vitorino (Andrés Scotti), Martin Cáceres, Diego Pérez, Arévalo Ríos (Walter Gargano), Álvaro González, Álvaro Pereira (Sebastián Eguren), Diego Forlán e Luis Suárez
Técnico: Sergio BatistaTécnico: Óscar Tábarez
Gols: Diego Pérez, aos cinco do primeiro tempo; Gonzalo Higuaín, aos 17 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Pablo Zabaleta, Javier Mascherano, Nicolás Burdisso, Gabriel Milito, Fernando Gago, Carlos Tevez (Argentina); Martín Cáceres, Diego Pérez, Álvaro González (Uruguai). Cartões vermelhos: Diego Pérez (Uruguai) e Javier Mascherano (Argentina)
Estádio: Cemitério dos Elefantes, em Santa Fé (Argentina). Data: 16/7/2011. Árbitro: Caros Amarilla (PAR). Assistentes: Nicolas Yegros (PAR) e Luis Sanchez (VEN)

19º Jogo: Colômbia 0x2 Peru


Colômbia ficou pelo caminho no voo baixo de Falcão Garcia e seu goleiro. Peru, no melhor estilo bola para o mato que o jogo é de campeonato aproveitou as chances que teve em falhas colombianas e passou às semi-finais.

O jogo foi corrido. A Colômbia vestiu seu favoritismo e procurou o ataque o jogo todo. Teve boas chances de gols, e poucas respostas peruanas, mas mesmo assim o primeiro tempo não foi muito bom.

O segundo tempo foi melhor, tanto na qualidade do jogo, quanto na emoção, e a melhor chance foi desperdiçada nos pés de Falcão Garcia, pênalti desperdiçado aos 20 minutos, porém a Colômbia ainda teve  mais 3 chances, enquanto o Peru que se defendia acomodou-se em campo e mais destruía que construía.

O jogo foi para a prorrogação e a tônica foi a mesma. Colômbia no ataque, Peru na destruição e contra-ataques. Numa falha do goleiro em rebater mal a bola, o Peru fez o gol aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação. No segundo tempo, a Colômbia subiu desorganizadamente, no desespero e seu goleiro, novamente, numa reposição errada, o Peru fechou o caixão aos 7 minutos do segundo tempo.

A Colômbia volta decepcionada após fazer a melhor campanha da 1ª fase. Ao Peru o sonho de ressurgimento de seu futebol. Segue o jogo!

COLÔMBIA 0 X 2 PERU
Luis Martinéz, Camilo Zuñiga, Luis Perea, Mario Yepes, Pablo Armero, Carlos Sánchez (Jackson Martínez), Abel Aguilar (Teófilo Gutiérrez), Freddy Guarín, Dayro Moreno, Adrián Ramos (Hugo Rodallega) e Falcao GarciaRaúl Fernández, Renzo Revoredo, Christian Ramos, Alberto Rodríguez, Walter Vílchez, Luis Advíncula (Carlos Lobatón), Adán Balbín, Rinaldo Cruzado, Juan Vargas, William Chiroque (Yoshimar Yotún) e Paolo Guerrero
Técnico: Hernán Darío GómezTécnico: Sergio Markarián
Gol: Carlos Lobatón, aos 11 do primeiro tempo da prorrogação; Juan Vargas, aos sete do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos: Luis Advíncula, Alberto Rodríguez (Peru); Carlos Sánchez (Colômbia)
Estádio: Mario Kempes, em Córdoba. Data: 16/7/2011. Árbitro: Francisco Chacón (MEX) Assistentes: Leonel Real (CRC) e Francisco Mondria (CHI


1ª FASE: GRUPO C


Chile: jogando para vencer pela primeira vez, está com um time acertado.

Uruguai: na raça e na garra, passou de fase.

Peru: venceu o México e se classificou, time médio/fraco.

México: seleção sub-23, problemas na concentração, voltou com 3 derrotas na sacola.

1ª FASE: GRUPO B


Brasil: faltou futebol, mas conseguiu terminar em primeiro. Tem muito a provar.

Venezuela: surpresa do grupo, muito aguerrida mereceu passar de fase.

Paraguai: brigador, passou na bacia das almas devido aos 3 empates.

Equador: apenas participou, time fraco.

1ª FASE: GRUPO A


Colômbia: jogando sério e focada terminou líder.

Argentina: salva na bacia das almas, tem que provar que tem bola para continuar.

Costa Rica: até tentou, mas à sua seleção sub-23 falta muita cancha.

Bolívia: só o empate com a Argentina, do resto foi saco de pancada.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

18º Jogo: Brasil 4x2 Equador


O corpo reage, mas o coração ainda está fraco. Vitória do Brasil com um futebolzinho enganador. Os tentos do jogo não refletem o "futebol jogado".

Mais uma vez, foi só começar o jogo que a realidade bateu em nossa cara. Essa seleção ainda não está homogênea e jogando por música. O time joga muito lento e preso, não há movimentação e o campo parece pequeno para a seleção, os jogadores ficam muito próximos um a outro, presa fácil para o time adversário.

O jogo foi se arrastando e muito trancado, porém aos 28 minutos num cruzamento de André Santos, Pato, oportunista, abre o placar. Parecia que ia, e aos 36 minutos Robinho acerta a trave e no contra-ataque equatoriano, Julio César "caiu tarde" e Caicedo empatou. A casa caiu para a seleção que voltou a se perder e quase tomou a virada, se não fosse uma bela defesa de Julio César. Terminou o primeiro 1x1 com pouca bola.

No segundo tempo, a seleção voltou disposta e aos 4 minutos, numa jogada Ganso - Neymar, o Brasil ficou em vantagem. Mas o Equador que nada tinha a perder, foi para cima e começara a gostar do jogo, tanto que aos 13 minutos, numa das tentativas, Julio César em mais uma bola, digamos defensável, empatou a partida. Sufoco abreviado por 2 minutos, no gol de Pato, após chute de Neymar e rebote do goleiro. Aos 28 minutos Neymar ainda fez mais um, 4x2 e a seleção jogou com resultado debaixo do braço e o Equador já estava abatido.

Destaque para Maicon, que entrou no lugar de Daniel Alves, e utilizou muito as jogadas de linha de fundo e cruzamento pela direita, e também pelo dois gols de Pato e Neymar. Espero que, de fato, agora vai!

Ao Brasil, mesmo feio assegurou fechou a 1ª fase a líder do Grupo B. Ao Equador, que não fez gol Copa América inteira, guardou 2 no Brasil e tchau! Segue o jogo!

BRASIL 4 X 2 EQUADOR
Julio César, Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Elias); Robinho, Neymar (Lucas) e Alexandre Pato (Fred).Marcelo Elizaga, Neicer Reasco (Achilier), Norberto Araújo, Frickson Erazo e Walter Ayoví; Oswaldo Minda, Christian Noboa (Montaño), Michael Arroyo e Édison Mendez (Narciso Mina); Christian Benitez e Felipe Caicedo.
Técnico: Mano MenezesTécnico: Reinaldo Rueda
Gols: Alexandre Pato, aos 28 minutos, Caicedo, aos 37 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 4 minutos, Caicedo, aos 13 minutos, Alexandre Pato, aos 15 minutos, Neymar aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Santos (Brasil); Noboa (Equador)
Árbitro: Roberto Silveira (URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (URU) e Hernan Maidana (ARG)
Estádio: Mário Kampes, em Córdoba (Argentina